quinta-feira, 11 de março de 2010

HERCULE FLORENCE E O BRASIL

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Hercule Florence,

artista franco-brasileiro (1804-1879),

além de estar presente na exposição

do CCBB “EXPEDIÇÃO LANGSDORFF”,

ganha retrospectiva com 180 obras ,

entre aquarelas, desenhos, manuscritos,

gravuras em papel e tecido,

e também jornais na Pinacoteca.

É considerado um dos precursores

da fotografia no mundo ,

e seus trabalhos

têm como principal  motivo

canaviais e fazendas de café,

representados com muita exatidão e minúcia.

.Fazenda de Café

 canavial

 

 

 

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Preocupação com o aspecto do céu

e a coloração das nuvens

também são destaque em muitas aquarelas.

 

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Engenho da Cachoeira julho de 1835

 

 

Cartão postal em que aparece Langsdorff

 

 

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Florence descobriu um processo de gravação

através da luz,

que batizou de Photografie, em 1832

- três anos antes de Daguerre,

conforme publicação detalhada

na revista "A Phenix"

de 26 de outubro de 1939,

reproduzida no Jornal do Comércio,

do Rio de Janeiro, dois meses depois.

A publicação do livro de Kossoy,

"1833: a Descoberta Isolada da Fotografia no Brasil"

(Editora Duas Cidades, 1980),

incluindo a reprodução dos métodos

registrados por Florence nos laboratórios

do Rochester Institute of Technology,

levaram ao reconhecimento internacional

do pesquisador franco-brasileiro

na descoberta da fotografia.

PRESSA, INIMIGA DA PERFEIÇÃO…

Bem que vovó sempre dizia…

Ao redigir a última postagem, sobre a

EXPEDIÇÃO LANGSDORFF,

empolgada com tanto material interessante

encontrado na pesqisa do Google,

e imaginando o dia-a-dia vivido

por aquele grupo de artistas e cientistas

destemidos, no sertão bravio do Brasil,

em pleno século XIX, sem estradas,

usando os rios como modo de penetração,

acabei esgotando meu tempo livre,

e terminei redigindo o blog numa corrida.

Resultado: século XIX grafado errado;

a aquarela de Hercule Florence

Vista de Santarém Sobre O Rio Tapajós,

Pará” é de 1828

florence_santarem_tapajos_1828 

Aos amigos, que gentilmente lêem este blog,

agradeço e peço desculpar-me.

terça-feira, 9 de março de 2010

EXPEDIÇÃO LANGSDORFF NO CCBB

O Centro Cultural Banco do Brasil está apresentando

cerca de 120 desenhos e aquarelas, além de 36 mapas,

imagens emprestadas pela Academia de Ciências

de São Petersburgo, na Rússia,

que retratam aspectos da fauna, da flora

e da sociedade brasileira no início do seculo IXX.

São obras resultantes da expedição do barão 

G. H. von Langsdorff, alemão naturalizado russo,

que perecorreu 17 000 km do território brasileiro,

entre 1821 e 1829,

acompanhado de artistas e cientistas,

que foram registrando tudo o que viam:

habitantes das cidades, índios,

animais exóticos, como saguis, e plantas raras,

sendo a maior parte desses trabalhos

ainda inédita em nosso país.

Dessa expedição fizeram parte

o alemão Johann Moritz Rugendas,

os franceses Aimé-Adrien Taunay

e Hercule Florence,

autores dos magníficos desenhos e aquarelas,

e o cartógrafo russo Nestor Rubtsov,

que desenhou mapas tão precisos

que ainda nos surpreendem hoje,

apesar dos instrumentos rudimentares

de que dispunha.

 

 

Divulgação

 

Aquarela Quilombo,  por Adrien-Aimée Taunay

 

 

 

Vista de Santarém sobre o Rio Tapajós, Pará, 1928

 

 

A expedição percorreu, em geral por rios,

as províncias do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, de São Paulo,

do Mato Grosso, do Amazonas e do Pará.

Seus integrantes se sujeitavam aos perigos

de um território ainda pouco explorado,

vivendo uma extraordinária aventura.

Muitos foram os problemas durante esse percurso.

Em 1824 Rugendas,

sempre em conflito com Langsdorff,

foi expulso e, ao partir, violou o contrato,

levando consigo 500 desenhos já pagos.

Seu sucessor, Taunay,

ao tentar cruzar a cavalo o Rio Guaporé,

em 1928,  morreu afogado, com apenas 25 anos.

Após a morte de Taunay, Florence se tornou

o principal desenhista da expedição.

Seus desehos são realistas

devido ao uso que faz da câmara-escura.

  Langsdorff contraiu uma doença desconhecida

que causava surtos passageiros,

durante os quais ele perdia

a noção de tempo e espaço,

e da qual nunca se recuperou,

morrendo na Alemanha em 1852.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

ROMANTISMO _ A ARTE DO ENTUSIASMO

 

 

 

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O MASP está apresentando a exposição

“Romantismo – A Arte do Entusiasmo” 

com obras de 63 artistas,

que fizeram parte desse movimento,

ou foram por ele influenciados

e  se preocuparam em evidenciar

sua relação com o mundo ao redor.

Entre eles estão El Greco, Bosch, Turner,

impressionistas como Gauguin,

Van Gogh, Renoir, Monet e Manet,

e modernos e contemporâneos como

Dali, Rodin, Matisse, Amélia Toledo,

León Ferrari e Marcelo Grassmann.

 

 

Montagem da Exposição

Montagem da Exposição

 

 

Interior do MASP

 

Interior do MASP

 

O Romantismo foi um movimento artístico,

político  e filosófico, surgido

nas últimas décadas do século XVIII ,

na Europa, e que perdurou

por grande parte do século XIX.

Caracterizado por uma visão do mundo

contrária ao racionalismo

(que marcara o período neoclássico),

os autores românticos voltaram-se

cada vez mais para si mesmos,

retratando o drama humano,

amores trágicos, ideais utópicos.

 

A Purificação do Templo  El Greco

 

 

El Greco

 

El Greco

 

O Grande Pinheiro Cézanne

 

O Grande Pinheiro  Cézanne

 

 Passeio ao Crepúsculo Van Goghmonet_04md211   

Passeio ao Crepúscolo  Van Gogh

Exposição: Romantismo - Arte do entusiasmo, no MASP

 

Ponte Japonesa sobre a lagoa das Ninféias

em Giverny   Claude Monet

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Alguma Poesia Carlos Drummond

Cansada de tanta tragédia,

tanto sofrimento apresentado

diariamente nos noticiários,

com grande insistência,

refugio-me na Poesia

e divido com você, leitor amigo,

o prazer de reler Drummond.

    Além da Terra, além do Céu

Além da Terra, além do Céu,
no trampolim do sem-fim das estrelas,
no rastro dos astros,
na magnólia das nebulosas.
Além, muito além do sistema solar,
até onde alcançam o pensamento e o coração,
vamos!
vamos conjugar
o verbo fundamental essencial,
o verbo transcendente, acima das gramáticas
e do medo e da moeda e da política,
o verbo sempreamar,
o verbo pluriamar,
razão de ser e de viver.

 

Desejo a vocês
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com os amigos
Viver sem inimigos
Filme na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Ouvir uma palavra amável
Ver a banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir não
Nem nunca, nem jamais
Nem adeus
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de amor
Tomar banho de cachoeira
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas com alegria
Uma tarde amena
Calçar um chinelo velho
Tocar violão para alguém
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu

         Carlos Drummond de Andrade        

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

CHAGALL CHEGA A SÃO PAULO

 

 

 

"O Mundo Mágico de Marc Chagall - Gravuras"

 

  Encontram-se em exposição no Masp,

até 28 de março, 178 litografias

do bielorusso Marc Chagall,

um dos maiores expoentes

da arte do século XX.

A mostra inclui 23 gravuras de

"As Fábulas de La Fontaine" (anos 20)

e as séries completas de "A Bíblia"

(105 gravuras dos anos 30)

e "Dafne e Cloé"

(42 litografias dos anos 50),

inéditas no Brasil.

A série Daphnis et Chloé (Dafne e Cloé)

é fruto de duas viagens de Chagall à Grécia.

Os 42 guaches foram realizados entre 1953 e 1954

e serviram como estudos para as litografias.

Para chegar ao resultado pretendido,

Chagall trabalhou com o impressor Charles Sorlier.

Foi necessário utilizar uma pedra

para cada tonalidade de cor, chegando

uma única gravura a exigir 25 pedras-matrizes.

Para a série Les Fables de La Fontaine

(As Fábulas de La Fontaine)

Chagall produziu cem guaches.

As obras foram expostas em 1930

em Paris, Bruxelas e Berlim,

e acabaram se dispersando,

restando apenas estas 23.

Para um conjunto que batizaria de La Bible

(A Bíblia), com 105 gravuras,

o artista trabalhou no tema de 1931 a 1939,

quando visitou a Palestina.

  Estas obras,

aquareladas à mão pelo artista,

estão apresentadas agora no MASP.

 

 

 

Dafne e Lycénion 1962

 

 

A Águia e a Coruja

 

 

Descoberta de Cloé por Dafne

 

 

Rapto de Cloé

 

 

O Cocho

 

42 abraham to sacrifice his son

 

Abraão Pronto Para Sacrificar Seu Filho

 

Divulgação/Marc Chagall

 

A Tomada de Jerusalém

 

Divulgação

 

Ao Meio-Dia, O Verão

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

CHAGALL _ É A VEZ DE SÃO PAULO

 

 

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"O mundo mágico de Marc Chagall - Gravuras"

 

Exposição de Marc Chagall abre a programação

2010 do Masp.

A mostra, com 178 gravuras,

fica até 28 de março 

e inclui 23 gravuras de

"As Fábulas de La Fontaine" (anos 20)

e as séries completas

"A Bíblia" (anos 30)

e "Dafne e Cloé" (anos 50),

apresentadas pela primeira vez no Brasil.

 

Reprodução da obra "Tomada de Jerusalém" de 1956

 

 

 

Rapto de Cloé

 

 

"Dafne e Lycénion"

 

 

"Abraão e os Três Anjos"

 

 

"O Cocho"

 

 

Descoberta de Cloé por Dafne

 

 

"Ao Meio-Dia, o Verão"

 

 

Visão de Isaías

 

 

"O Lobo e a Cegonha”

 

"A Águia e a Coruja"