terça-feira, 23 de agosto de 2011

OSESP, AGORA NA INTERNET

 

Com este título, o jornal O ESTADO DE SÃO PAULO publicou sexta-feira, 19 de agosto, no Caderno 2, página D14, uma notícia maravilhosa para os amantes da Música: “A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo fará sua primeira transmissão ao vivo pela internet.”

“concertodigital.osesp.art.br” é o hotsite a ser utilizado.    A transmissão será gratuita, dia 27 próximo, às 16h30, e o programa constará da Sinfonia nº 5 de Prokofiev e do Concerto para violino de Korngold, com solos de Renand Capuçon e a regência da maestrina Marin Alsop. Depois dessa exibição ao vivo, o concerto ficará disponível na internet por mais um mês.

Nascida e criada no Rio de Janeiro, costumava ir, nas manhãs de domingo, ao Cine-Teatro Rex, na Cinelândia, assistir os maravilhosos Concertos para a Juventude. Possuía um rádio pequenino, presente de minha querida tia Lilina, e nele ouvia sempre as transmissões das rádios Ministério de Educação e Jornal do Brasil. De tudo isto fiquei saudosa aqui em Araçatuba… Assim, com muita alegria, aguardo estas transmissões da OSESP.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

SUZY LEE

 

A menina que mora em mim se encanta com a obra de Suzy Lee, a artista coreana que nos atrai com seus livros singelos , contando histórias apenas com seus desenhos.

 

Odilon Moraes, escritor e ilustrador, comentou: “Os livros da trilogia sem palavras de Suzy Lee são daqueles tipos de obra que nos enganam com sua aparente simplicidade. Mas é através desta simplicidade traduzida em desenhos à lápis (que mais lembram rascunhos) que somos levados a outras experiências sensíveis de leitura.

A autora utiliza o meio do livro – muita gente não se lembra de que todo livro aberto é uma justaposição de páginas – para representar metaforicamente, na narrativa, encontros de duas realidades.

No livro Onda, a personagem se depara com o mar. É o encontro com o outro. A costura do livro divide o lado da areia do lado da água.  

 

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A série acima faz parte do livro “Onda” . O desenho das ondas é simplesmente lindo, assim como a mistura de elementos em preto e branco com o azul do mar.

Palavras não fazem falta.

 

Em Espelho, a personagem se encontra consigo mesma (ou seu duplo). Novamente o centro do livro demarca o limite do “eu” de sua projeção ou reflexo.

 

 

 

Por fim, em Sombra, separados pela costura, estão o instituído pelo real e, como seu avesso, o imaginário. Aqui a personagem se encontra com a fantasia

 

.

 

A grande genialidade dessa trilogia está em fazer do livro e suas características formais ingredientes, ou melhor, agentes da história. Curioso ainda é que a grande virada na narrativa das três obras é o momento em que, exatamente o meio, a costura, deixa de ser intransponível e se abre para proporcionar a experiência do encontro de universos distintos.

Quando Suzy Lee fala de seu ofício, diz ser artista, não escritora. Creio que o que Suzy Lee faz em seus livros sem palavras é proporcionar o encontro da arte com literatura ao usar o desenho como forma de escrita”.

 

 

O psicanalista Alexandre Socha, comentando a trilogia Onda, Espelho e Sombra, declara: “São convites a sensações, lembranças e reflexões, tais como espelhos, sombras ou ondas que nos refletem e conduzem em direção a nós mesmos. Abordando temas que revelam experiências emocionais e relações humanas com uma rara sensibilidade, transportam o leitor para a essência da fantasia e da imaginação criativa, elementos que constituem o brincar, seja o da criança ou o do adulto. As imagens que se desdobram aos nossos olhos comunicam-se diretamente com nossos aspectos infantis, não raro adormecidos ou “intencionalmente” esquecidos. A criança ali desenhada a carvão se depara com a criança dentro de nós, encantada por encontrar uma representação figurativa de si mesma com tamanha beleza e poesia. Cada um ali verá a si próprio, sua infância vivida ou imaginada. Permitindo serem apreciados por todas as idades, nos fazem sonhar nossos sonhos e os da grande aventura de estar e sentir-se vivo.

 

Suzy Lee no Brasil

Suzy Lee esteve no Brasil em junho de 2010  quando falou sobre o que é, para ela, fazer um livro infantil, em todas as suas possibilidades. Mostrou que, ao pensar o livro como objeto, procura contar histórias que só poderiam ser contadas nesse suporte. No caso da trilogia de livros-imagem – Espelho, Onda e Sombra –, a costura do livro, onde a dupla de páginas se encontra, separa dois universos: o da menina que protagoniza as histórias e o de suas descobertas – sua imagem no espelho, a imensidão do mar e o mundo das sombras. O trabalho de Suzy Lee trata de fronteiras e da possibilidade de ultrapassa-las: atravessar para o outro lado do espelho, fazer uma careta para a onda e depois ser engolido por ela, dar vida a objetos por meio da luz e da escuridão. Ao falar desses limites, ela questiona o que é real e o que é imaginário. “Existe mesmo essa fronteira?” – a autora se perguntou – “e será que a menina no fim de Espelho é ela mesma ou a sua imagem?”.      

terça-feira, 2 de agosto de 2011

COR E SABOR _ A ARTE NA COZINHA

 

Nossos amigos e nossa família desejam sempre que sejamos “artistas na cozinha”.

Desejando ajudá-los a obter êxito nessa missão, apresento duas receitas deliciosas, mas fáceis também.

 

Minha receita de Quiche Lorraine

 

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Massa

Ingredientes para uma forma de 30 cm de diâmetro

40 colheres (de sopa) rasas de farinha de trigo (400g)
20 colheres (de sopa) rasas de manteiga, na temperatura ambiente (200g)
2 gemas
sal a gosto

Modo de Preparo

1. Numa tigela, coloque a farinha, o sal, as gemas e a manteiga e misture tudo aos poucos, com a ponta dos dedos, formando uma bola.
2. Cubra a massa e leve-a à geladeira por 20 minutos.
3. Em seguida, forre o fundo e as laterais da forma (com fundo removível), com pedacinhos da massa. Fure toda a torta com os dentes de um garfo e leve a assar em forno médio, por 15 minutos, sem deixar dourar.

Para o recheio

Ingredientes

1 xícara (chá) de leite
200 g de creme de leite
4 ovos
100 g de bacon em cubinhos
1 xícara de queijo parmesão ralado grosso
1 xícara de queijo mozzarella ralado grosso
sal, noz moscada e pimenta-do-reino a gosto

Modo de Preparo

1. Bata os ovos, o leite e o creme de leite com um garfo, ou batedor de arame.

2. Tempere com sal e pimenta a gosto e misture os 2 queijos.
3. Leve o bacon ao fogo médio por 5 minutos, escorra a gordura e reserve.
4. Cubra a massa pré-assada com o bacon e ponha por cima a mistura com os ovos.
5. Leve ao forno para terminar de assar por cerca de 30 minutos, ou até que a superfície fique dourada e o recheio firme.
6. Retire do forno e sirva a seguir.

 

 

Minha Receita de Pudim Ilha Flutuante

 

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Ingredientes:

Pudim

12 claras em neve;

22 colheres (de sopa) rasas de açúcar

1 colher (de chá) de baunilha

Calda

1 xícara de açúcar;
1/2 xícara de água;

Creme de baunilha

2 copos de leite

2 gemas

2 colheres(de sobremesa) rasas de maizena

açúcar a gosto

gotas de baunilha

Modo de Preparo:

Fazer uma calda grossa com a água e o açúcar e

forrar com ela uma forma com tubo no meio.

Bater as claras em neve até obter picos bem firmes, acrescentar o açúcar aos poucos e continuar batendo, até misturar bem.

Despejar na forma, apertar com uma espátula, para não ficar com bolhas de ar, e levar para assar em banho-maria, em forno brando pré-aquecido, por cerca de 1 hora (pode levar até um pouco mais). Ao enfiar uma faca molhada, se ela sair limpa, está pronto. Desligar o forno e deixar o pudim dentro mais um pouquinho, para não murchar.

Desenformar ainda morno e cobrir com o creme de baunilha.

Pode ser enfeitado, opcionalmente, com um raminho de hortelã ou morangos.

Creme de Baunilha:

Bater as gemas com o leite, a maizena e o açúcar. Levar ao fogo, mexendo até ferver e ficar um creme ralo, tire do fogo e acrescente a baunilha.

 

Bom êxito! Conte-me o sucesso. 

terça-feira, 19 de julho de 2011

QUANDO A GOMA DE MASCAR SE CONVERTE EM ARTE

 

Usando milhares de pedaços de chiclete já mascado , Maurizio Savini, artista italiano de 39 anos, tornou-se conhecido, internacionalmente, criando uma série de esculturas em tamanho real.

“ Gosto de usar goma de mascar por que ela me parece um material surpreendentemente versátil, comparado aos usados pelas artes tradicionais”, comenta o artista.

 

 

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Há mais de 10 anos, Savini utiliza esse material inusitado, quente, com a ajuda de uma espátula . Ao secar, ele se converte em um bloco resistente que consegue manter um aspecto suave, uniforme e atrativo. Para a conservação das obras, utiliza formol  e  antibióticos.

 

Algumas dessas esculturas cor de rosa brilhante estiveram recentemente em exposição na Testori UK Gallery, em Londres e têm sido vendidas por aproximadamente $50,000.

 

 

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ARTE NO SÉCULO XXI _ DO MÁRMORE AO CHICLETE

 

Usando milhares de pedaços de chiclete já mascado , Maurizio Savini, artista italiano de 39 anos, tornou-se conhecido, internacionalmente, criando uma série de esculturas em tamanho real.

“ Gosto de usar goma de mascar por que ela me parece um material surpreendentemente versátil, comparado aos usados pelas artes tradicionais”, comenta o artista.

 

 

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Há mais de 10 anos, Savini utiliza esse material inusitado, quente, com a ajuda de uma espátula . Ao secar, ele se converte em um bloco resistente que consegue manter um aspecto suave, uniforme e atrativo. Para a conservação das obras, utiliza formol  e  antibióticos.

 

Algumas dessas esculturas cor de rosa brilhante estiveram recentemente em exposição na Testori UK Gallery, em Londres e têm sido vendidas por aproximadamente $50,000.

 

 

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sábado, 16 de julho de 2011

NO ATELIÊ DE PORTINARI

 

 

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Este é o convite da mostra exibida atualmente na Grande Sala do Museu de Arte Moderna de São Paulo.

O ecletismo do artista, que viria a tornar-se ícone da pintura brasileira, é o fio condutor da exposição.

Noventa obras, com diferentes temáticas, produzidas entre 1920 e 1945  , provenientes de uma pesquisa com foco na formação do artista, são apresentadas em cinco módulos :

Da Escola Nacional de Belas Artes a Paris ; Retratos; A cena Brasileira; A criação de Projetos Monumentais; A Abstração.

 

Muitas obras são bem conhecidas:

 

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O Flautista

 

 

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Marias 

 

 

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Ronda Infantil  1932

 

 

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O Café

 

 

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Meninos Brincando

 

 

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As Moças de Arcozelo

 

 

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Mulher e Crianças

 

 

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O Mestiço

 

“Em Portinari convivem o ‘artesão’, interessado em experimentar todos os processos, em desvendar todos os segredos do ofício, e o ‘artista’, capaz de infundir um sentido poético no que poderia ser apenas um simples virtuosismo técnico.”

Com esta definição, a curadora Annateresa Fabris resume a orientação da mostra.

 

 

 

terça-feira, 21 de junho de 2011

Imagens de Janaína Tschäpe

 

Janaína Tschäpe , que nasceu em Munique  em 1973

e viveu no Brasil  até os 11 anos, é cada vez mais

conhecida mundo  afora. Radicada em Nova York , a

jovem  artista  não gosta de ser chamada de "senhora

Vik Muniz" e tem produção artística distinta da que

celebrizou o marido. Na maioria dos  trabalhos que

exibe, apresenta  um universo com seres híbridos, com

foco na relação entre homem e natureza.

 

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Foto: Soft  Landscape

 

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Watercolor on the paper

 

2022_m.jpg Gummy twist

 

Gummy Twist

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Until the Morning

 

517_m.jpg Floresta da mina

 

Floresta da Mina

 

 

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Moonflower

 

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segunda-feira, 20 de junho de 2011

ENRICO BIANCO

Divido com vocês uma imagens escolhidas do artista italiano radicado no Brasil, Enrico Bianco.

432.jpg Enrico Bianco

469.jpg Nus Enrico Bianco

IMAGENS: divulgação.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

ANDY WARHOL

 

  

Andy Warhol nasceu em Pittsburgh,

 Pensilvânia. Era o quarto filho de

Ondrej Warhola e Ulja,

imigrantes da classe operária

originários da Eslováquia,

então parte do Império Austro-Húngaro.

O pai de Warhol emigrou para os E.U.

em 1914 e  trabalhou em uma mina de carvão.

Nos primeiros anos de estudo,

Warhol teve uma doença do sistema nervoso.

Muitas vezes de cama,

desenhava, ouvia rádio

e colecionava imagens de estrelas de cinema

ao redor de sua cama.

Warhol  descreveu esse período

como muito importante

no desenvolvimento da sua personalidade,

do conjunto de suas habilidades

e de suas preferências.

Aos 17 anos, em 1945,

entrou no Instituto de Tecnologia de Carnegie,

em Pittsburgh,  e se graduou em design.

Logo após mudou-se para Nova York

e começou a trabalhar

como ilustrador de importantes revistas

( Vogue, Harper's Bazaar e The New Yorker)

além de fazer anúncios publicitários

e displays para vitrines de lojas.

Iniciou, assim, uma carreira de sucesso

como artista gráfico.

Uma série de quinze desenhos,

baseados na obra de Truman Capot,

é apresentada durante os anos 50

em diversos lugares,

inclusive no MOMA,

Museu de Arte Moderna de New York.

O anos 1960 são marcantes

na sua carreira de artista plástico.

Warhol passa a se utilizar dos motivos

e conceitos da publicidade em suas obras,

com o uso de cores fortes

e brilhantes e tintas acrílicas.

Reinventa a pop art

com a reprodução mecânica

e temas do cotidiano e artigos de consumo,

como as reproduções

das latas de sopas Campbell

e a garrafa de Coca-Cola,

além de rostos de figuras conhecidas,

como Marilyn Monroe,

 Liz Taylor, Michael Jackson,

Elvis Presley, Pelé, Che Guevara,

entre muitos outros,

e ícones da história da arte,

como Mona Lisa.

Estes temas eram reproduzidos

em série, com variações de cores.

Além das serigrafias,

Warhol também se utilizava de outras técnicas,

como a colagem

e o uso de materiais descartáveis,

não usuais em obras de arte.


    
 
popautoretratowarhol

 

                     Birth of Venus  Botticelli

 

                     Albert Einstein

 

 

 

                    Pelé



                  Michael Jackson


                      Judy Garland


                  Marilyn Monroe


                    Elvis Presley

               Che Guevara

 

                    Beethoven

 

                 Mao Tsé-Tung

                             Dick Tracy



 

                       Mickey Mouse

 


Warhol é considerado uma das personalidades

mais famosas da arte moderna

nos Estados Unidos.


Muitos críticos desprezam Warhol,

assim como a Duchamp, Jeff Koons

e os demais artistas da arte conceptual.

 
Mas, a importância histórica inegável

de Duchamp e Warhol está justamente

por ambos terem transformado

o significado da arte, subvertendo  seus valores,

e aberto caminho para práticas

hoje dominantes no cenário artístico.

A cada geração, sua influência aumenta. 
 
"In Future everyone will be famous

for fifteen minutes"

Andy Warhol (1928 – 1987).